
A OceanGate, empresa responsável pelo submarino desaparecido no norte do Oceano Atlântico, comunicou oficialmente a trágica notícia da morte dos cinco tripulantes que estavam a bordo do Titan. Em um comunicado enviado à CNN Internacional, a empresa lamentou a perda da tripulação, composta pelo bilionário britânico Hamish Harding, o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Suleiman Dawood, o especialista nos destroços do Titanic e mergulhador Paul-Henri Nargeolet, e o CEO da OceanGate Expeditions, Stockton Rush.
Após intensas buscas, a Guarda Costeira dos Estados Unidos encontrou os destroços do submarino Titan. Localizados a 3.800 metros de profundidade, cerca de 487 metros de distância da proa do Titanic, os destroços mostram indícios de uma “implosão catastrófica” devido à perda de pressão do submersível. A Guarda Costeira confirmou que foram encontradas cinco partes do submarino, incluindo a tampa traseira, estrutura e parte frontal. A descoberta foi realizada com o auxílio da sonda canadense Horizon Arctic e de robôs especializados em exploração submarina.
O submarino Titan, utilizado para expedições aos destroços do Titanic, pertence à empresa OceanGate. A comunicação com o submersível foi perdida no domingo, 18, e a empresa só notificou as autoridades oito horas depois. Operações de busca e resgate foram conduzidas pelas guardas costeiras dos Estados Unidos e do Canadá, utilizando helicópteros, navios e sondas controladas remotamente. Temia-se que a tripulação ficasse sem oxigênio, uma vez que o submarino possuía capacidade para 96 horas.
A OceanGate oferece expedições aos destroços do Titanic, cobrando US$ 250 mil por passageiro. O veículo submersível levava cerca de 2,5 horas para alcançar o local dos destroços, a uma profundidade de 3.800 metros no Oceano Atlântico. A trágica ocorrência abala não apenas a empresa e a comunidade dos exploradores, mas também traz luto e comoção para todos os envolvidos e amantes da exploração submarina.












































